quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
A vida é como uma caixa de chocolates, cheio de diversos tipos de bombons, prontos para serem experimentados um por um. É, a vida é como uma caixa de chocolates. Ela começa com aquele ritual bonito que vem já na caixa, aquela degustação com o olhar curioso para saber o que tem dentro de cada pedacinho de felicidade. Na primeira vez, todo bombom é especial, tem um sabor único que só muito tempo depois você vai lembrar como é e - quando for, e vai - querer experimentar de novo ( e não vai ser igual).
Quando abrimos a caixa vemos aqueles diferentes pedacinhos de sorriso espalhados de forma assimétrica, prontos para serem experimentados. Alguns colocamos na boca sem cerimônia devorando d'uma vez, outros deliciamos aos poucos ... mordida por mordida.
É como se toda felicidade de uma vida, coubesse n'uma caixa de chocolates, que são comidos dia após dia, com um cuidado todo especial. As ocasiões diferentes, ou aquilo que se sente, são comuns quando se come, uma caixa de chocolate. Os sabores são sortidos, misteriosos antes da primeira mordida ... algumas vezes são os nossos favoritos, outras vezes a gente empurra com a barriga.
Sabe como é ... a vida é mesmo como uma caixa de chocolates. No começo, tudo é muito bom, mas depois enjoa e a gente procura na caixa cada vez mais fundo por um sabor diferente, um gosto novo, de vez em quando até se encontra, mas na maioria das vezes são só gostos repetidos e tentativas frustradas.
Alguns sabores são tão bons, que só tem um em cada caixa, aquela que você nunca dá valor até perceber que é tarde. Alguns você não sabe que estão lá esperando, alguns você espera comer a vida toda, mas nunca tem tempo de verdade.
Sabe como é ... um dia vai acabar a caixa de chocolates. Talvez mais cedo do que se espera, talvez depois do último pedaço estar tão velho depois de ser guardado por todos estes anos, que já não tem o sabor que deveria. E a gente? A gente é o pior tipo de degustador que existe.
Somos aquelas crianças apressadas. inocentes e mimadas que ganha de natal, uma caixa de chocolates ... e que quando percebemos, acabou depressa demais.
domingo, 3 de junho de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Às vezes sinto saudade de mim. Aquele eu que já fui um dia, que não se importava com tanta coisa assim. Talvez eu sinta saudade de um eu que nunca fui e que nunca serei, mas que quero ser de verdade. Aquele eu que não tem medo de tropeçar no caminho, que não tem medo de amar ninguém, que não tem medo de ter medo. Acho que solidão é quando alguém sente saudade de alguém, nesse caso sou um eterno solitário, porque sempre tenho saudades de mim.
Eu sinto saudade daquele eu que não existe mais, que se perdeu com o tempo, que nunca mais encontrei por ai. Talvez a vida não fosse tudo aquilo que eu esperava, talvez eu não seja o que a vida esperava de mim. Cansei de olhar correr os ponteiros do relógio e esperar que alguma coisa fosse acontecer, esperar andando na rua, esperar o dia todo. Não vou esperar mais nenhum dia. Enterrei as lembranças num lugar esquecido, trancado com uma chave que só eu posso encontrar.
Não quero mais deixar aquele eu esperando, porque não há muito tempo no mundo para esperar. Eu vou ser eu novamente, me encontrar nesse mundo demente, me dar um abraço sincero. Agora eu sei porque nunca encontrei você, na verdade, eu não havia nem encontrado a mim mesmo. Não tenho mais medo de te encontrar em qualquer esquina, porque não tenho mais medo de me encontrar. Talvez um dia eu desenterre tudo isso, para lembrar como foram os dias que eu aguardei, mas não aguardo mais. Eu serei apenas eu, agora e para sempre.


