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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Homem
primata
estático
Homem
pragmático
Homem
fantástico
elástico
plástico
Homem
simbolístico
acústico
místico
Homem
doméstico
urbanístico
Homem
ateístico
suástico
enigmático
Homem
sarcástico.
Homem
mestiço
Homem
pleonástico
Homem postiço
Homem
Postiço.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Eu deixo você como o silêncio deixa a alegria,
Devagar, bem devagarinho...
Caminhando sob o luar, sozinho,
Esquecendo um a um, nossos carinhos...
Deixo você sem olhar para trás,
Com medo de arriscar o olhar mais simplório,
E você enxergar a tristeza que esconde meus olhos.
Deixo teu sorriso que acalenta meus dias frios,
Deixo seus abraços tão quentes e macios.
Deixo uma parte da minha alma contigo,
Vou embora como um velho amigo.
Porque eu ainda vou olhar de longe,
Seus sorrisos nos braços de outrem,
Que te arranquem os mais belos sorrisos,
Que te façam feliz como eu teria feito.
Minto que já não amo mais,
Escondo o desconexo palpitar cardíaco,
Deixo você como um poeta deixa o verso,
Em uma noite, longe de todo o universo,
Onde nenhum poema conseguiria dizer...
Que eu jamais deixaria de amar você.
Kuosan Lai
Kuosan Lai
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A estrada corre,
Pra além do horizonte,
Além das linhas,
Ou as rimas minhas.
A estrada corre,
Pra onde tem que ser,
Pra frente sem ceder
Não para de correr.
Corre sem parar,
Continua sem pensar.
Pensa movimentando,
O mundo nunca tá parando.
Não deixa de sonhar,
Tenta acreditar,
Guarda um tempo
E olha pro mar.
O mar tá correndo,
O sol tá nascendo.
O sol tá nascendo.
O dia tá crescendo
Todo tempo, a cada momento.
Toda hora é hora de sonhar,
É hora de acreditar.
Acreditar a todo instante,
Ser mais confiante.
O mundo nunca para,
Essa é a meta.
Minhas linhas também não,
Quero ser poeta.
Enquanto o mundo girar,
Os versos não vão acabar,
São palavras o dia inteiro
Um sentimento ou devaneio.
São expressões,
Escritas sem pensar,
São vozes que não querem calar.
São rimas, são versos.
São estrofes e linhas.
São dores e alegrias
São páginas minhas.
A estrada nunca para não,
Feito o movimento da mão.
O balanço da pena,
A tinta no papel,
Feito verso construindo,
O horizonte no céu.
A poesia, ela nunca para,
A estrada, ela nunca acaba.
A estrada é poesia,
A poesia é estrada.
A poesia é estrada.
A poesia nunca acaba.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
A dor do mundo inteiro,
Não cabe no meu peito
Não cabe nesse meio
Não cabe mais.
É dor demais,
Pra pouco coração
É medo, dor, saudade
É aflição.
É estar sempre sozinho,
A partir de agora
Sozinho pra sempre
Desde essa hora.
E nossas lutas, nossas memórias?
E nossas conquistas e vitórias?
E todas as coisas que fizemos juntos?
Com quem vou conversar?
Agora, quem eu vou amar?
Cadê você, pra me entender?
Cadê você pra me ensinar a viver?
Cadê o seu jeito pra ser meu exemplo?
Cadê você nesse momento?
Cadê você agora?
Como vou enfrentar o mundo lá fora?
Sem o seu abraço, é só solidão.
Sem sua voz pra me guiar na imensidão.
Na multidão, agora estou sozinho?
Por favor, não vá embora.
Não vá embora.
Não agora.
Ainda tem muito tempo,
Pra a gente viver.
Tem muito pra você ver.
Tenho tanto a crescer.
Tenho tanto a oferecer.
Ainda tenho muito pra poder te dar.
Orgulho, conquistas, uma vista pro mar.
Um abraço, um beijo, uma memória.
Se você for agora o que eu vou fazer?
Sem amor pra continuar a viver...
Sem você, eu não sei ser eu...
Sem você, eu não sou nada.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Enquanto houver poesia em mim,
Enquanto existirem versos em mim,
Haverá um pouco de você em mim.
Um pouco de você em mim.
Enquanto cantarem versos,
Enquanto versar tão dispersos,
Haverá sentimentos incertos,
Como você, tão incertos.
Como você, tão incertos,
Enquanto cantarem versos,
Um pouco de você em mim
Enquanto versar tão dispersos.
Enquanto existirem versos,
Haverá sentimentos incertos,
Enquanto houver poesia em mim,
Haverá um pouco de você em mim.
Haverá você em mim,
Simples assim...
Kuosan Lai
Kuosan Lai
sábado, 3 de novembro de 2012
“Eu tenho pressa em viver,
em distribuir mais sorrisos sinceros,
receber e retribuir abraços singelos
Tenho pressa em encontrar,
uma desculpa nova para amar,
uma razão para o peito tremar.
Eu remo contra a correnteza da vida,
que passa n’um fluxo de inicio e fim,
com o tempo certo reservado para mim.
Tenho pressa de ser feliz.
De sorrir e chorar de novo,
de amar e esquecer de novo,
de encontrar outro você
de novo
Tenho pressa em sentir sua presença,
em agoniar e sofrer sua ausência,
em ter aquele você mais uma vez.
Tenho pressa em esquecer para sempre,
as promessas que fizemos de futuro,
( juntos)
a sua ausência no meu presente ...
(tão de repente)
o passado que será seu.
(Eternamente)”
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
As mãos que foram feitas para sentir
Não podem tocar as estrelas do universo,
Mas transformam o infinito em versos.
Buscam desesperadas nas horas do relógio
Vestígios de algum toque seu,
Algum entrelaçar dos seus dedos nos meus.
Alguma sensação que já se perdeu.
A mão agora segura a caneta sozinha,
Arriscando rimas e estrofes...
Arrisca dizer que já se esqueceu,
Mas não admite que o amor nunca morreu.
Enquanto houver você em mim,
Todos os meus rabiscos serão assim...
Alguma baboseira sobre saudades de alguém,
Uma ou outra besteira sobre não amar ninguém...
E poemas que falam de estrelas,
Mas que nas entrelinhas querem dizer...
O quanto sinto falta de você.
Kuosan Lai
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
"O homem está sempre perdendo
Perde a chave, perde argumento.
Até se nada perde no momento,
No mínimo já perde tempo.
Já perde abraço, já perde hora,
No mínimo ele perde o agora.
Perde um sorriso, perde tudo...
Perde o dia e o homem chora.
O homem passa tempo demais,
Tentando chegar ao destino.
Olha no relógio, qual é a hora?
Esquece tudo, a hora é agora.
O homem perde tempo demais,
Tentando não perder nenhum tempo...
O que o homem não pensa jamais:
No fim, quanto valeu o tempo?
O homem perde a vida inteira,
Tentando encontrar mais tempo...
Quando não percebe que o importante
É agora, esse exato momento..."
quinta-feira, 14 de junho de 2012
"Quando enfim acabar minha vida
Deixarei para alguém as poesias escritas
São versos em estrofes repetidas
São vazios, e de vazios são preenchidas.
Com audácia chamo poesia
Os rabiscos de todos os meus dias
E se há algum testamento
Que sejam os meus sentimentos.
São palavras incompletas
Das dedicatórias (simples) repletas
E os ressentimentos em palavras seletas...
As pobres rimas sem métrica.
Dedico os escritos a ela,
Vazios em páginas, súplicas.
São versos, e versos são ela
Meus poemas ?
São todos dela.
Kuosan Lai
"E ele que achava poetizar
sobre luar, luzes, sobre o mar
A ponta da pena em tinta
De grito, de lágrimas que pinta
de partida...
O poeta diz adeus e sublima
no sonho dá asas à rima
Ainda o amor por viver
O medo d'ainda amar você
Ele ama você, é poeta.
É poeta e ama você
Ele é poeta e quer escrever
Que só é poeta (e não sabe dizer)
porque ama você.
Kuosan Lai
terça-feira, 12 de junho de 2012
"O homem manda no relógio,
Dá corda relógio! Acorda!
O relógio manda no homem,
Acorda, agora, olha a hora!
O homem não manda mais
O que o relógio quer, ele faz
Discutem o relógio e o homem
São relógios e homens?
Ou homem-relógio?"
Kuosan Lai
sábado, 9 de junho de 2012
"As luzes querem adormecer, sozinhas, o dia,
Como o erro refletido na manhã tão tardia.
Tantas saudades são, agora, lembranças sombrias,
Quantas delas são verdades? Quantas são mentiras?
A falta que ela faz não consegue ser descrita,
Nem pintada em colorida tinta, nem mesmo fingida,
Nem musicada em nota, nem em mais bela sinfonia,
A dor que ela deixa só consegue ser sentida.
Como aquele primeiro beijo de Outono,
E o calor inesquecível dos seus abraços.
Como as cores tão vividas de uma fotografia,
E o inverno tão triste que sua partida anuncia.
Como a fragrância inesquecível do seu perfume,
Os goles de álcool que afogaram meus ciúmes.
E até seu jeito tão especial de chamar meu nome,
Não passa de uma enorme dor que me consome.
E a saudade tão triste que ainda existe em mim,
É só saudade e a saudade para de doer no fim.
Enquanto o tempo lava as cicatrizes das feridas.
São paixões e não a
saudades que devem ser vividas.”
Kuosan Lai
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sou um meio, meio assim...
Meio mais ou menos,
Meio do tudo ou nada
Meio amada
Meio demais às vezes
Meio da pá virada
E dias de meio nada!
Meio tudo que precisam
Meio importante, ou não
Meio sorriso e solidão
Meio do meio, do lado
Meio do lado de lá
Meio caminho andado
E as vezes meio abandonado!
Meio necessário
Meio degrau e ponte
Meio mão e fonte
Meio sem horizonte
Meio abstrato, impalpável
Meio abominável
E assim meio descartável!
Não importa quanto tempo passe
Nem o que eu viva, enfim
Sempre me fazem acreditar
Que eu sou um meio e não um fim!
Helena Alves Pereira
quarta-feira, 6 de junho de 2012
"Todos os dias
Despertador, escova,
Pasta de dente,
Chuveiro.
Guarda-roupa,
sapato, rua,
parada, ônibus,
motorista, cobrador.
Trabalho, cansaço,
chefe, reclamação,
relógio, tempo
Tempo no relógio.
Estrada, casa,
lua, noite, rua,
chuveiro, colgate,
escova, despertador"
Kuosan Lai
sábado, 2 de junho de 2012
Como um entrelace de respirar pesado
Eu quero deitar meu corpo cansado
No teu seio de perfume rosado
Despir o peso do meu fardo
Derramar minha vida em você,
Delinear suas asas com cuidado
Pincelar seu contorno em glacê
Roubar carinhos indomados.
Afogar suspiros em seus lábios
Inventar sussurros delicados,
Dançar acompanhando seus passos,
Apenas para guarda-la em meus braços.
Quero o seu toque para entorpecer,
Enquanto você não pode me pertencer...
O quanto preciso dizer:
Quero tanto você...
Quero seu sorriso pra transformar em verso,
Dos seus segredos mais diversos.
E suspiros arrancar enfim...
Quero tanto você pra mim...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
"Pela fresta da janela
O mundo inteiro pra ver
O alaranjado clarear do dia
Azulado o teto pra esquecer.
A cortina desenha um véu
O algodão doce no céu
De rima pobre na folha
O poeta sonha com asas
A caneta que risca um verso
Voa pra fora da casa
Versos, são asas, canetas, são penas
As estrofes podem voar
Poetiza aquilo que vê
Encanta o pequeno poeta.
Ele só pode ver pela janela,
Poemas,janela, verso, tela"
Kuosan Lai
quinta-feira, 31 de maio de 2012
"No caderno de poesias
Um monte de versos
Ruins, mas meus.
Um punhado de sonhos
Que cabe nas mãos,
Alguns em vão,
Outros, sei não ...
Um pouco de vida,
Mais carta de despedida
Menos poemas de amor.
Mais páginas molhadas
De lágrimas derramadas
Menos farsas pintadas.
Mais poemas no caderno,
Menos resguardas em mim,
Mais rascunhos sem nexo,
Menos, mais, mesmo fim."
Kuosan Lai
sexta-feira, 18 de maio de 2012
"Se mergulho n’outro mundo,
Não demora nem meio segundo ...
Está ao alcance da ponta dos dedos.
Deuses, monstros, aventuras e segredos.
Para salvar a princesa, de castelo em castelo,
Com seu dragão, seu irmão, flores e cogumelos.
Derruba o mundo inteiro num salto certeiro,
Um vermelho chapéu, no campo ou mausoléu.
Defende a princesa com o fulgor de sua vida
Raptada, a princesa, tão bela e perdida.
É só uma espada, um escudo e um chapéu de duende.
Com corações, canções, enfrenta o mundo pela frente.
Talvez decida ser apenas um assassino,
Que na irmandade, no passado, molda o destino.
A lâmina escondida é sua mais letal arma,
Sua coragem determina o futuro que o aguarda.
Posso até ser um menino que viaja no tempo,
Com um sapo, uma inventora, na força do pensamento.
Um pingente no peito que lembra a princesa,
Na sala do tempo a chama ainda acesa.
Posso até nascer numa terra de dragões,
Ser o escolhido, ser o rei, ser líder de legiões.
A magia, mais forte, está na força d’um grito.
Com coragem, perseverança, acima de qualquer conflito.
Mas hoje prefiro não ir a lugar algum,
Ser só eu, sozinho, sem videogame nenhum.
Hoje meu mergulho vai ser n’um lugar diferente.
Abro meu livro, viajo, esqueço da gente.”
Kuosan Lai
Kuosan Lai
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"A vida é uma taça na corda bamba,
Que pende pros lados e ameaça cair.
A vida é a nota final da roda de samba.
E os misteriosos dias que estão por vir.
A vida é o verso no final de cada poesia,
A clave inicial de infinitas sinfonias.
Ela é o sorriso bonito dos dias,
E a culpada de todas as agonias.
A vida são os grandes amores de ontem,
Os sonhos mais belos de outrem,
E as tristezas que cantam mártir.
A vida é tudo aquilo que ainda não chegou,
Os dias que foram vividos no passado ...
E as incertezas que o futuro reserva.
A vida , em vida, é uma certeza só...
Na certeza, a incerteza, um eterno repouso
O tempo, em ponteiros, não volta nunca mais
Não volta, só passa, acaba rápido demais.
O tempo, em ponteiros, não volta nunca mais
Não volta, só passa, acaba rápido demais.
Kuosan Lai
quinta-feira, 26 de abril de 2012
It is so
hard for me to see,
The lovers
we will never be...
And it is
even harder to believe,
That the
one I want most,
Will never
love me.
No matter
how I stand,
She'll
never take my hand.
No matter
how hard I try,
She'll
never be mine...
So
nevermind.
Just let
her fly high,
There are so
many skies...
And a place
for me to die,
So
nevermind.
Release my
soul,
Let her go,
To
somewhere I don't know,
With
someone I have never seen,
Without me,
without me …
Kuosan Lai
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