No toque dos seus amores,
Minha pintura começa a morrer."
Kuosan Lai"Meço poesia metro por metro
Métrica, ritmo, estrofe, verso.
Medida, sílaba, verbo também.
Poema da rima, pobre, de alguém.
Poema é vida e da vida, é além.
É sussurro, grito, verbo de ação.
Que da eloquência, faz de graça,
E traduz , alegre, tamanha prolfaça.
Poema é poesia se acaso sinestésico,
Poesia é amor, e do amor, anestésico.
Poema são transcrições dela, minhas,
A saudade que ela deixa é que são poesias..."

Por ela eu escrevo,
Um poema a cada dia.
Um detalhe em cada verso,
Um suspiro a cada linha.
Risco rimas em segredo,
Escrevo risos, traço medos.
Busco em tantos devaneios,
Encontra-la em algum lugar.
Compacto essa dor dentro do peito,
Admiro-a em traços perfeitos.
Misturo algumas rimas
Ah! O Olhar que só ela tem...
Infinito refém, infinito refém,
Amo-a hoje, amanhã, ontem.
Sinto esvair minha poesia,
Quando ela não quer ver.
Quando ela não quer ler,
Eu nem consigo escrever.
Meus poemas acumulam,
Como aquelas fotos antigas.
Jogados em um canto esquecido,
Como esse amor que não será nada.
Além de uma lembrança minha,
Quando você se esquecer,
O quanto eu amo você,
E sua tamanha indiferença.
Seu nome é um segredo
Eu sofro, choro, tenho medo,
Em cada poema que eu escrevo,
Para tentar te esquecer.
Por você eu escreveria,
Um poema a cada dia,
Lembrando o quanto eu te amo,
E que nunca fará diferença.”
Kuosan Lai

Às vezes sinto saudade de mim. Aquele eu que já fui um dia, que não se importava com tanta coisa assim. Talvez eu sinta saudade de um eu que nunca fui e que nunca serei, mas que quero ser de verdade. Aquele eu que não tem medo de tropeçar no caminho, que não tem medo de amar ninguém, que não tem medo de ter medo. Acho que solidão é quando alguém sente saudade de alguém, nesse caso sou um eterno solitário, porque sempre tenho saudades de mim.
Eu sinto saudade daquele eu que não existe mais, que se perdeu com o tempo, que nunca mais encontrei por ai. Talvez a vida não fosse tudo aquilo que eu esperava, talvez eu não seja o que a vida esperava de mim. Cansei de olhar correr os ponteiros do relógio e esperar que alguma coisa fosse acontecer, esperar andando na rua, esperar o dia todo. Não vou esperar mais nenhum dia. Enterrei as lembranças num lugar esquecido, trancado com uma chave que só eu posso encontrar.
Não quero mais deixar aquele eu esperando, porque não há muito tempo no mundo para esperar. Eu vou ser eu novamente, me encontrar nesse mundo demente, me dar um abraço sincero. Agora eu sei porque nunca encontrei você, na verdade, eu não havia nem encontrado a mim mesmo. Não tenho mais medo de te encontrar em qualquer esquina, porque não tenho mais medo de me encontrar. Talvez um dia eu desenterre tudo isso, para lembrar como foram os dias que eu aguardei, mas não aguardo mais. Eu serei apenas eu, agora e para sempre.